Acostumei-me a chamar assim: “Dia do Papai”, e não Dias dos Pais, como o comércio passou a divulgar.
Com o orgulho de um filho que respeitou e amou o papai enquanto aqui esteve, preciso contar essa história.
Estou divididindo-a com pessoas que convivem comigo.
Creio que assim estarei levando ao conhecimento de cada um a única e verdadeira história desse dia que é comemorado hoje (domingo 09/08) aqui no Brasil.
“HISTÓRICO DO DIA DO PAPAI”
O Dia do papai foi instituido em 1953, pelo jornalista SYLVIO BEHRING que, na oportunidade, era Diretor do Jornal O Globo, da Rádio Globo e da Editora.
O lançamento de uma idéia como essa, em uma cidade como o Rio de Janeiro, cujos habitantes são conhecidos pela sua verve, malÃcia e espÃrito crÃtico, representava uma temeridade, como a quase totalidade das pessoas sondadas admitiam, advertindo sobre o perigo de um fracasso ou do ridÃculo.Por mais de um ano, Sylvio Behring vinha amadurecendo a idéia, comentando com amigos, seus familiares, colegas, professores.
Procurava Sylvio Behring a forma segura de lançar o Dia do Papai, cercado de todo o cuidado para garantir o sucesso dos objetivos claros. Até que pretendeu lançá-lo em data equidistante de outras comemorações, pensando em agosto.
A data indicada foi a de 14 de agosto, dia de São Joaquim - o Patriarca - o que vinha ao encontro do que objetivava Sylvio Behring:
“a comemoração da data no recesso do lar, unindo as criaturas pelo amor, pelo carinho, pelo respeito e reconhecimento, oferecendo oportunidade para a manifestação indispensável ao desevolvimento do espÃrito de grupo familiar”.
Em seguida, Sylvio Behring, convidou o compositor Miguel Gustavo (seu companheiro na Rádio Globo) para compor um “jingle” para a promoção do Dia do Papai.
Genial o compositor criou “É sempre o Papai, é sempre o papai….”, cantando a composição pelo telefone para Sylvio Behring que se encontrava em São Paulo.
Em seguida a música foi mandada ao ar em todos os intervalos da Rádio Globo.
Tanto sucesso fez o “jingle” que os comerciantes de discos se viram à s tontas com os pedidos.
Dois dias depois, por imposição do público, começava a prensagem dos discos para venda.
Com a demora na “prensagem” o público adquiria talões de reserva do disco e aguardavam a chegada das remessas, em frente a loja Palermo no Largo do Carioca. Um sucesso!!
Sylvio Behring considera essa composição a grande responsável pelo sucesso absoluto da iniciativa.
Escolhido o dia 14 de agosto, precisava-se entretanto, que se admitisse a necessária presença do Papai em casa, para as comemorações. Admitiu-se então a mobilidade da comemoração. O segundo domingo de agosto seria sempre o domingo mais próximo do dia 14 e os Papais estariam em casa para receber a carinhosa manifestação.
Uma foto mostra meu papai em 1957 frente a sua máquina Remington, escrevendo um texto, como tantos outros foram rescritos, e que marcaram o jornalismo e a publicidade durante décadas e décadas.
Faleceu em 1990.
A outra foto foi que gerou um anúncio de promoção da data lá pelos idos de 1966, publicado no jornal O Globo, do qual Sylvio Behring foi Diretor por 37 anos.
Na foto tirada na casa dele, meus filhos Sylvio e Marcelo abraçam minhas pernas, numa manifestação de carinho, que sempre foi o mote da criação do meu papai.
Fique com Deus.
Flavio Behring


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Flávio,
Bom dia ! Você tem fotos de seu pai no jornal O Globo ? Que possa me ceder para artigo que vou publicar sobre Silvio Behring na Revista Propaganda?
Meus contatos 071-9147-3890 e 32895010
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